“Em Portugal existe um maior facilitismo”

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Rüdiger Neugebauer, de origem alemã, considerou-nos as diferenças entre o mercado da prótese dentária português e o internacional.

LabPro: Conhece, com certeza, outras realidades além-fronteiras. Quais as principais diferenças que encontra ao nível da profissão entre Portugal e os outros países?

Rüdiger Neugebauer: As principais questões que diferenciam Portugal dos outros países é a mentalidade dos consumidores face ao ramo da medicina dentária. Em Portugal, se falarmos em colocar um implante de várias centenas de euros as pessoas colocam cada vez mais, mas ainda falta o reconhecimento das vantagens deste tratamento. É uma mentalidade que tem mudado um pouco, mas ainda tem muito caminho a conquistar. Outra questão relevante é, também, a formação. Comparando com a Alemanha, um técnico de prótese dentária que queira abrir o próprio laboratório tem que obter o grau de formação de mestre. Aqui em Portugal existe um maior facilitismo. Qualquer técnico com carteira profissional que se sente capaz pode abrir um laboratório. Além disso, sinto que os profissionais com um nível profissional mais elevado limitam o conhecimento e a formação laboratorial pois, na maioria das vezes, são apenas eles que têm acesso às grandes formações nacionais e internacionais. No fundo, a transmissão do conhecimento e da formação não é feita dentro das estruturas laboratoriais como deveria ser. Para além dessa questão, as formações noutros países são bivalentes; isto é, as formações teóricas e práticas estão sempre interligadas e vão-se alternando ao longo da formação. Os alunos estão diretamente confrontados com a realidade do laboratório e estão melhor preparados, porque passam três dias por semana dentro de um laboratório comercial. Em Portugal, os recém-licenciados que chegam ao mercado não têm a qualificação necessária para trabalhar. Sabem a teoria, mas precisavam logo desde o início de um acompanhamento muito intenso por parte dos profissionais mais qualificados.

Leia a entrevista na íntegra na LabPro 10, aqui.

1 Outubro 2014
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