II Encontro LabPro: o valor da formação e a experiência profissional
“Precisamos de investir na formação interna e contínua. Quem não o fizer ficará rapidamente para trás”
A questão da formação dominou grande parte da discussão. A lacuna entre teoria e prática é um problema transversal: as faculdades continuam a oferecer preparação teórica sólida, mas o treino prático, essencial para o domínio técnico, é ainda insuficiente. A escassez de estágios efetivos em laboratórios limita a integração de jovens técnicos na realidade do mercado, obrigando as próprias empresas a assumir o papel de formadoras internas.
“Estamos a ensinar enquanto devíamos estar a produzir”, lamentou um dos presentes. Profissionais que recebem estagiários descrevem um fosso crescente entre a formação académica e a prática profissional. “Chegam das faculdades com muita teoria e pouca prática. Não sabem o que é trabalhar com pressão, prazos e estética”, relataram.
A proposta recorrente é criar programas de formação pós-universitária e parcerias entre escolas, laboratórios e empresas do setor, que preparem verdadeiramente os alunos para o mercado. “Precisamos de investir na formação interna e contínua. Quem não o fizer ficará rapidamente para trás”, defenderam.
Também se falou do papel das universidades e dos formadores. Foram criticadas as formações “para vender produtos” e a dependência de figuras “mediáticas”. “Hoje, fecha-se um curso se o formador tiver muitos seguidores nas redes sociais, não se tiver conhecimento técnico”, defendem.
Vários profissionais pediram maior controlo de qualidade e ética na formação, bem como uma ligação reforçada entre ensino e prática. A atualização constante e a formação especializada são fatores-chave para manter a competitividade dos laboratórios de prótese dentária, face ao avanço tecnológico acelerado e à globalização dos serviços.
12 Janeiro 2026
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