“O X Congresso da APTPD assinala um momento simbólico para a associação”
Ao celebrar 10 anos de eventos formais, o X Congresso da Associação Portuguesa de Técnicos de Prótese Dentária (APTPD) assume-se como um marco na história da profissão e da própria associação.
A 15 e 16 de maio de 2026, Lisboa recebe um congresso construído com base no diálogo com os sócios, na escuta ativa das edições anteriores e numa aposta clara na vertente científica, formativa e colaborativa. Mais do que uma data simbólica, esta edição reflete a maturidade e a evolução de uma comunidade profissional que tem sabido adaptar-se às mudanças tecnológicas, científicas e organizacionais do setor.
Filipa Cruz, presidente da comissão organizadora do evento deste ano, revela o que distingue esta edição e que papel pretende que o congresso desempenhe no futuro da prótese dentária em Portugal.
O que distingue o X Congresso da Associação Portuguesa de Técnicos de Prótese Dentária das edições anteriores, tendo em conta que assinala uma década de encontros formais da APTPD?
O X Congresso da APTPD assinala um momento simbólico para a associação, não apenas pela marca de uma década de encontros formais, mas sobretudo pela forma como foi pensado e construído. Fizemos questão de ouvir de forma estruturada os sócios e participantes das edições anteriores, analisando os questionários de satisfação para perceber o que foi mais valorizado e o que gostariam de ver diferente — desde os temas até o formato do evento. Essa escuta teve um impacto real nas decisões tomadas, resultando num congresso mais alinhado com as expectativas da comunidade profissional e com um reforço claro da vertente científica e de investigação, em complementaridade com a forte componente técnica que sempre caracterizou o Congresso da APTPD.
Quais foram os principais objetivos definidos pela comissão organizadora para esta edição em Lisboa, em maio de 2026?
Desde o início, o objetivo foi criar um congresso representativo da diversidade da profissão e das suas diferentes realidades. Procurámos um programa equilibrado, que respondesse às necessidades práticas do dia a dia, mas que também estimulasse a reflexão, o debate e a evolução da profissão. Foi igualmente uma prioridade reforçar o sentimento de pertença dos sócios à Associação, promovendo um evento participado, inclusivo e próximo da comunidade. Paralelamente, reforçámos a dimensão científica e formativa do congresso, em linha com a evolução da profissão e com os pilares da missão da APTPD, mantendo a ambição de afirmar este evento como a principal referência nacional na área da prótese dentária.
Que mensagem principal gostariam que os técnicos de prótese dentária levassem consigo ao final dos dois dias de congresso?
Gostaríamos que os técnicos de prótese dentária saíssem do congresso com o sentimento de que são parte ativa do evento e da associação. Que se tenham sentido ouvidos, representados e envolvidos, e que levem consigo uma visão mais abrangente da profissão, reconhecendo que diferentes abordagens técnicas podem coexistir e complementar-se na prática profissional. Esperamos ainda que este congresso desperte interesse pela vertente científica e de investigação e reforce a importância da organização e da gestão da qualidade como ferramentas essenciais para a eficiência, a segurança e a sustentabilidade do trabalho laboratorial.
Pode ler a entrevista na íntegra na revista LabPro 61.
1 Abril 2026
Entrevistas