Miguel Pavão: a “saúde oral não é um detalhe”
“A eleição presidencial e um cenário político mais estável são sinais positivos. É essencial que o Presidente eleito coloque a saúde no topo das prioridades.” A posição é defendida por Miguel Pavão, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, que sublinha que “o país precisa de um pacto para a saúde”.
Num artigo de opinião, publicado no jornal Expresso, Miguel Pavão reconhece a importância da normalidade institucional, mas lembra que os problemas estruturais permanecem por resolver. “Chegou o Presidente; falta chegar a reforma”, afirma, defendendo que o sistema de saúde necessita de decisões políticas capazes de transformar compromissos em medidas concretas.
O bastonário alerta que a saúde oral continua a ocupar um lugar secundário nas políticas públicas, apesar do impacto direto que tem na qualidade de vida e na saúde geral da população. Segundo o bastonário, é necessário reforçar o investimento e garantir que o acesso a cuidados dentários seja mais abrangente e integrado no Serviço Nacional de Saúde. “O próximo “comboio” que cruzar o país trará mudança. É imprescindível que a decisão de integrar plenamente a saúde oral no SNS seja finalmente tomada”, defende.
Para o responsável da Ordem, a “saúde oral não é um detalhe, é parte essencial do direito à saúde e do futuro de um país que precisa, finalmente, de voltar a sorrir”.
13 Março 2026
Atualidade