“As expectativas eram altas e conseguimos inovar”
A 10ª edição do Congresso da APTPD, que teve lugar no Taguspark, em Lisboa, superou as expectativas mais otimistas, unindo centenas de profissionais num ambiente focado na evolução técnica, novos formatos de debate e na digitalização do setor. O balanço não podia ser mais positivo: uma adesão massiva e o sentimento geral de que a profissão continua a elevar os seus padrões de exigência e qualidade. Para a comissão organizadora, os meses de preparação voluntária traduziram-se num resultado histórico. “As expectativas eram altas. Queríamos inovar e conseguimos trazer nomes que inicialmente pareciam impossíveis. Estamos muito felizes por isso”, confessa Filipa Cruz. Este sucesso deveu-se, em grande parte, a uma abordagem democrática na escolha dos conteúdos. Em vez de uma grelha fechada, a associação decidiu escutar ativamente o setor antes de desenhar o programa científico. “O feedback tem sido muito positivo. As pessoas sentem que foram ouvidas, e gostaram das novidades e da dinâmica do cartaz”, sublinha.
Da cirurgia ao planeamento digital: o foco na diversidade técnica
Os congressistas depararam-se com um programa abrangente, focado nas áreas mais pretendidas pela comunidade técnica atual. “As pessoas pediram temas como cirurgia, planeamento digital e cerâmica. Introduzimos várias técnicas para o mesmo tipo de trabalho, estimulando a discussão”, explica a presidente da comissão organizadora. O painel de oradores reuniu referências nacionais e internacionais de prestígio indiscutível, promovendo uma verdadeira partilha de visões técnicas e científicas. Nomes de vanguarda como Paulo Battistella, Sara Martins, Sébastien Mosconi, Paulo Carvalho, Frederico Gomes, Jandro Díaz, August Bruguera, Susanne Scherrer, a dupla Eurípedes Vedovato e Alberto Rosmaninho, assim como João Fonseca e Adriana Lopes, preencheram o palco com abordagens inovadoras e partilha de casos clínicos complexos. No entanto, o momento mais aguardado do congresso estava reservado para o encerramento. A organização conseguiu trazer a Portugal, pela primeira vez, um autêntico ícone internacional da prótese dentária: o mestre japonês Shigeo Kataoka (frequentemente associado à excelência do laboratório Kataoka). “É difícil destacar uma só palestra, mas o encerramento foi feito por Kataoka, um ícone internacional que veio a Portugal pela primeira vez”, destaca Filipa Cruz, evidenciando o esforço de internacionalização do evento.
Outro dos grandes pilares desta edição foi o envolvimento com os parceiros comerciais, que ultrapassou o tradicional formato de mero patrocínio financeiro. Para a APTPD, o progresso tecnológico dos laboratórios caminha lado a lado com o desenvolvimento industrial. “A indústria é fundamental. Criámos o cartaz em sinergia com marcas e patrocinadores, que sugeriram nomes e temas relevantes”, salienta a responsável. Além disso, a interatividade estendeu-se à própria dinâmica das apresentações. Uma das novidades mais elogiadas foi o sistema de perguntas enviadas aos palestrantes e respondidas na hora, ou posteriormente, via e-mail, promovendo o esclarecimento dos participantes. “Esta modalidade permite esclarecer dúvidas relevantes e cria uma ligação entre técnicos, palestrantes e a associação”, acrescenta Filipa Cruz.
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6 Julho 2026
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