Consejo General de Dentistas de Espanha quer fechar mais clínicas

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Depois do escândalo da Vitaldent, o Consejo General de Dentistas de Espanha adverte que mais casos virão a público. O encerramento de nove clínicas da Funnydent e a prisão do responsável da Vitaldent influenciarão esta instituição a rever as regras aplicadas a estes espaços de saúde.

Esta “borbulha dental”, conforme alguns órgãos de comunicação social espanhol têm mencionado, repercute-se nas queixas realizadas, nas quais 80 por cento são contra os espaços de saúde low-cost. Os dentistas que trabalham nos espaços franquiados são alvo de salários precários, como também são alvo de más inspeções de trabalho para evitar relações laborais irregulares. Ainda, impedir que histórias clínicas dos pacientes chegassem a pessoal facultativo. Destas clínicas, o Consejo General de Dentistas de Espanha alerta futuros pacientes para abordarem com cautela as publicidades que relatam implantes a 250 euros, nomeadamente para terem em atenção encargos extra impingidos além do pressuposto, entre outros problemas, e os relatarem às autoridades competentes.

Antes disto, a brigada anticorrupção espanhola deteve Ernesto Colman Mena, responsável pela empresa Vitaldent, por branqueamento de capitais e delitos contra a fazenda pública, nas quais algumas das inconsistências podem ter sido aplicadas na oficina central da Vitaldent. Até à altura foram detidas na operação Topolino mais 12 pessoas de altos cargos do grupo, pelas mesmas razões, entre os quais o responsável pelas operações em Itália. A investigação iniciou-se com queixas de franquiados à Unidade de Delinquência Económica e Fiscal da Polícia espanhola, por Mena exigir dos mesmos um pagamento efetivo da percentagem para divulgar o nome da marca. Estima-se que o dinheiro foi depositado nos chamados paraísos fiscais, como Suíça e Luxemburgo, mas existem documentos numerosos com provas necessárias para estipular que, de facto, existia uma organização criminal dirigida pelo responsável da Vitaldent para branquear estes valores, como também “fugir” aos impostos. Parte deste dinheiro foi investido em 36 automóveis de luxo, imóveis e num avião, que foram apreendidos pelas autoridades espanholas. Em Espanha existem mais de 300 franquias e mais de 200 clínicas que são propriedade do empresário uruguaio, mas a franquia passou igualmente por Portugal, tendo inclusive causado mal-estar na comunidade médico-dentária.

 

29 Fevereiro 2016
Atualidade

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