Por que os fluxos de trabalho baseados em IA — e não apenas o CAD com IA — irão moldar o futuro dos laboratórios de ortodontia
Artigo da autoria de Miguel Belchior, técnico de prótese dentária há mais de 20 anos, publicado na LabPro 62:
A rápida adoção de ferramentas digitais — scanners intraorais, impressão 3D e CAD — transformou os laboratórios de ortodontia, adicionando, contudo, novas camadas de carga de trabalho operacional. A automação de CAD impulsionada por Inteligência Artificial (IA) permite agora ganhos significativos de produtividade. No entanto, muitos laboratórios ainda lutam com a capacidade de processamento e de agilidade eficiente com a consistência e com o aumento do volume de trabalho.
E se o próximo grande avanço não for mais uma funcionalidade dentro do software CAD, mas sim uma mudança para fluxos de trabalho inteligentes e integrados, potenciados pela IA?
O verdadeiro gargalo: o fluxo de trabalho, não a capacidade do CAD
Os laboratórios de ortodontia abraçaram a produção digital. As impressões digitais são agora a norma e a maioria dos laboratórios opera múltiplos sistemas CAD em conjunto com várias impressoras 3D.
Contudo, mesmo em ambientes totalmente digitais, os fluxos de trabalho permanecem frequentemente fragmentados e surpreendentemente manuais. Os técnicos continuam a:
- Efetuar o login em múltiplos portais de scanners para recolher casos;
- Interpretar manualmente as prescrições;
- Configurar repetidamente parâmetros de setup semelhantes;
- Alternar entre diferentes programas de software.
Estes não são desafios de design — são ineficiências do fluxo de trabalho. Estes passos manuais tornam-se gargalos. Técnicos altamente qualificados perdem tempo em tarefas repetitivas, limitando a sua capacidade para realizar trabalhos de maior valor acrescentado.
Leia o artigo completo na LabPro 62.
20 Julho 2026
Opinião