Riscos ocupacionais num laboratório de prótese dentária
Artigo da autoria de Luís Rocha (OM 33389), Assistente Hospitalar Graduado de Medicina do Trabalho
As manipulações de gesso em laboratórios de prótese dentária apresentam um risco ocupacional significativo, principalmente a inalação de partículas finas que atingem dimensões capazes de se depositarem em toda a via aérea e, desde a via aérea superior até ao pulmão profundo, com uma dimensão de 2 microgramas.
Outro risco presente é a contaminação biológica através da boca do doente a tratar.
Principais Riscos na Área de Gesso
- Riscos Químicos (Poeiras e Partículas): A principal ameaça é a suspensão de poeira de gesso durante o vazamento, recorte e acabamento de modelos. O contacto com resinas e solventes. A inalação constante destas partículas pode causar:
– Alterações pulmonares e irritação das vias aéreas.
– Reações alérgicas, lacrimejamento e cefaleias.
- Riscos Biológicos: Modelos de gesso podem ser vetores de contaminação cruzada. Se os moldes não forem desinfetados antes do vazamento, microrganismos da saliva ou sangue do doente (como os vírus da Hepatite B e C, ou bactérias causadoras de pneumonia) podem ser transferidos para o gesso.
- Riscos Físicos e de Acidentes:
– Cortes e perfurações ao utilizar recortadores de gesso ou instrumentos de escultura.
– Esforço visual intenso na análise de detalhes finos do modelo.
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9 Julho 2026
Opinião