Portugueses desenvolvem cirurgia às hérnias

Imagem da notícia: Portugueses desenvolvem cirurgia às hérnias

Dois cirurgiões portugueses desenvolveram uma técnica cirúrgica pioneira para o tratamento de hérnias inguinais. O procedimento inovador, que permite realizar o dobro das cirurgias em menos tempo do que as técnicas convencionais, está a despertar o interesse de especialistas internacionais e está já a ser implementado em alguns hospitais europeus.

Em declarações à Lusa, os investigadores Augusto Lourenço, cirurgião no Hospital da Guarda, e Rui Soares da Costa, especialista do Hospital de São João, no Porto, afirmaram que o estudo desta técnica, denominada “Onstep”, teve início há cerca de sete anos, depois de se terem conhecido num congresso da especialidade.

Os cirurgiões afirmaram que, de acordo com os testes efetuados em quase mil doentes ao longo destes anos, a técncia “apresenta melhores resultados quanto à dor pós-operatória e crónica, complicações precoces e tardias, recorrências, menor tempo operatório, menor tempo de internamento, menor tempo necessário de retoma ao trabalho e maior grau de satisfação do que os outros métodos utilizados”.

Segundo Rui Soares da Costa, “o aumento do número destas cirurgias é de tal forma notório que as listas de espera caíram drasticamente. Em 11 meses reduzimos a lista de espera em cerca de 60 por cento neste tipo de patologia”, frisou o cirurgião.

Esta redução das listas de espera está relacionada, segundo Augusto Lourenço, com a duração da intervenção.

Esta intervenção “demora, em média, metade do tempo das outras técnicas”, salientou, destacando que a mesma permite também “uma rápida recuperação, um baixo nível de complicações e uma ausência de dor crónica”.

25 Janeiro 2013
Atualidade

Notícias relacionadas

Mundo A Sorrir lança máscaras reutilizáveis

Com a entrada em vigor das novas regras do pós-estado de emergência, o uso de máscara passou a ser fundamental no dia a dia da população. A Mundo A Sorrir avançou com a venda de máscaras reutilizáveis feitas em capulana (tecido tradicionalmente utilizado em África), cuja receita reverte na totalidade para o projeto “Saúde A Sorrir na Guiné-Bissau”, desenvolvido desde 2005.

Ler mais 25 Maio 2020
Atualidade