Cortes nos laboratórios causam descontentamento

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26 laboratórios geraram um movimento de descontentamento, em relação à nova política das ciências. Fazem parte do Conselho dos Laboratórios Associados (CLA), que criticou “o crescente agravamento das condições para a ciência”, consideradas “erradas” e “lesivas. Afirmou também no comunicado que “viabilidade das instituições está comprometida.

Em declarações ao jornal Público, Alexandre Quintanilha afirma que “não tem havido predisposição para o diálogo”. O secretário do CLA salienta que no ano passado houve descontentamento. Em novembro de 2012, ocorreu um corte mínimo de 25 por cento, mas houve laboratórios que sofrerem cortes na ordem dos 40 por cento, relacionados com o total do dinheiro gasto pela instituição no final do ano. “O aumento da burocracia” deixou muitos orçamentos no “vermelho”. Por causa dos atrasos dos pagamentos da Fundação para a Ciência e Tecnologia, os laboratórios contraíram dívidas no limiar dos milhões de euros, daí que não podiam fazer muitas despesas.

Os novos cortes vão obrigar, segundo Quintanilha, a redimensionar as estruturas como também “a profissionais emigrar”, devido ao desemprego emergente. “Vários jovens já aceitaram propostas internacionais, por que ouviram que o Governo está a apostar na excelência num sentido muito restrito”.

“O conjunto de medidas tem conduzido a mudanças indesejadas e lesivas para as instituições de ciência”, havendo um “experimentalismo desprovido de qualquer modelo de suporte, assente na simples ideia de que a ciência se faz apenas com pessoas excelentes”, conclui o secretário.

O Governo justifica as medidas como uma decisão unânime, imposta por vários ministérios.

5 Fevereiro 2013
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