A mulher é quem sustenta lá em casa

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Cada vez mais são as mulheres a única fonte de rendimento dos casais. Nos últimos dez anos subiu de 2 por cento para 16 as mulheres que, numa relação, são as únicas que trabalham. É uma média que cada vez mais se aproxima da dos homens, que corresponde a 17,9 por cento.

Em declarações ao Público, a psicóloga Sofia Aboim explica o fenómeno, considerado “uma alteração drástica, muito rápida e não desejada” das vidas dos portugueses como uma consequência de várias situações, entre elas a crise.

Considera ainda que a falência dos setores mais ligados ao sexo masculino como a indústria e a construção civil são outros dos fatores.

Para uma pesquisa mais alargada, analisou os dados do Inquérito Social Europeu, com a ajuda de Karin Wall, outra psicóloga.

Debruçaram-se sobre a questão da divisão do trabalho pago e não pago nos casais e concluíram que a mulher ganha-pão é mais assídua em casais com baixa instrução e nos grupos de idade mais velhos, entre os 51 e 65 anos.

Já o homem ganha-pão não variou muito desde 2002, representando uma evolução de 17 por cento para 17,9.

Sofia Aboim sublinhou também que estes dados não estão relacionados com o número de horas de trabalho doméstico.

A média dos homens continua nas quase cinco horas de trabalho contra as 21,8 das mulheres.

A psicóloga considera que estas variáveis explicam-se por as situações serem indesejadas, já que os homens encararam a situação com desconforto, principalmente os mais velhos.

“São os homens de casais em que ambos trabalham que mais investem no trabalho doméstico (quase 6 horas) “.

Os que menos investem são os dos casais em que ambos estão fora do mercado de trabalho (em média 2,9 horas semanais)

18 Fevereiro 2013
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